Poema de uma face
Uma estrofe, um verso: Quando nasci, nenhum anjo disse nada.
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Sem dúvida nenhuma encontro-me no momento de maior bagunça da minha vida - isso compreende desde a bagunça, propriamente dita, na minha cas...
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Fotografo seus deslizes, e me derreto por suas flores. Só as cicatrizes é que não me deixam morrer de amores.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Copos d'água de tempestades
É isso que está no meu perfil, e confesso que isso é muito mais o que eu gosstaria de ser do que o que eu tenho a capacidade de ser em alguns momentos! Mas mais uma vez a vida me proporcionou uma situação complicada, dizendo: Vire-se! Um grande amor me deu um pé na bunda. Tudo bem, não era o primeiro grande amor, nem o primeiro pé na bunda. Isso se ele não fosse um grande grande amor, daqueles que a gente acha que foi modelado pra gente, do jeitinho que a gente pedia, quando acreditava em príncipe encantado. Passou e eu tive que lidar com isso. Minha psicóloga disse que lidei bem, diga-se de passagem, mas sei que no fundo tive que trabalhar com muita coisa dentro de mim... com minha desorganização financeira, minha desorganização em casa, com minha carência e com minha falta de colo. E a decisão para lidar com isso foi não ficar em casa, trabalhar e viajar, na seguinte ordem: não ficar em casa, trabalhar e viajar! Comecei saindo bastante, com novos amigos e aquels que eu não via há tempos e descobri uma incrível capacidade de conhecer pessoas, que na verdade eu já conhecia, mas tinha abandonado dentro de mim. Depois, ao trabalho, descobri minha incrível capacidade de ser desorganizada, e meu deus, isso de fato já existia dentro de mim. E finalmente, à viagem, a melhor decisão que pude tomar. Resolvi fazer uma viagem menos perigosa que a planejada inicialmente e fui parar em Buenos Aires. O que a princípio era para ser uma viagem tranquila para descansar, fotografar e respirar ideias, se tronou tudo isso e mais um pouco: treinei muito mais do que eu imaginava o meu inglês e virei até intérprete, conheci pessoas do Brasil e do mundo inteiro; e modifiquei totalmente minha forma de pensar. Inesquecível em todos os aspectos: uma verdadeira tempestade para encher quantos copos eu precisar!
domingo, 13 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Pergunta: se a poesia é o presente, qual é o futuro?
NO CORPO - Ferreira Gullar
De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares?
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.
A poesia é o presente.
De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares?
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.
A poesia é o presente.
Minhas tristezas não são exatas
Esse negócio de exatidão é complicado, ainda mais pra alguém que escreve.
Eu não sei exatamente o que sinto em relação à exatidão das coisas.
terça-feira, 8 de junho de 2010
A semente de melancia
Era tão simples ser uma semente de melancia. Seu único trabalho era ser igual às outras. Estar ali - indiferentemente -, porque não faz diferença comer ou não uma semente de melancia: ninguém tem o trabalho de mastigar, de morder, nem de engolir. Ela só escorrega e vai goela abaixo. Vive numa grande bola verde e não tem nem o trabalho de ser separada. Seus comedores, quando muito preguiçosos, nem a isso se dão ao trabalho. Elas servem apenas para fazerem nascer mais delas. Ah! Mas elas também devem saber plantar ilusões: a de que um dia, na barriga de alguém, elas possam germinar.
Pena que o mundo é azul, e não verde.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Madrinha de casamento por acaso
Estava eu indo de uma escola a outra para dar aulas, em plen'uma segunda-feira. Como não tenho carro, faço o trajeto a pé mesmo. São 15 minutos. No meio do caminho tem um cartório. Tem um cartório no meio do caminho. Na verdade não tinha reparado que havia um cartório por ali até ouvir alguém me chamar. Era uma amiga que havia trabalhado comigo ano passado. Um amor de pessoa, dessas que vc quer chamar pra sempre de amiga. Ela estava esperando o namorado dela que nem chegou a ser noivo, mas daqui a pouco seria marido. Ela ia casar em alguns minutos, para poder ir morar em outro país para trabalhar. Falando que estavam em lua-de-mel é muito mais fácil não serem barrados. Ela is casar e precisava de uma testemunha. Estavam com tanta pressa que iriam pegar qualquer um do cartório mesmo, mas já que eu estava ali podia ser madrinha de casamento. Em dez minutos estava o futuro marido e sua testemunha e em mais 10 minutos, estávamos assinando tudo. Foram dez minutos de "cerimônia". E em mais 10 minutos eu estava dando aula novamente. Numa segunda-feira às 4h da tarde. Felicidades, casal*! Logo, vou dar uma passeadinha pela Nova Zelândia. ;)
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